domingo, 1 de janeiro de 2012

Nem colher nem serra elétrica


(Escrito em 22/03/2009)

Colegas de todas as taras.

Acho que todo mundo já deve ter ouvido falar no provérbio que diz: Em assunto de marido e mulher não se mete a colher. Sem querer entrar na seara do “politicamente correto”, gostaria de fazer uma simples pergunta: E serra elétrica? Pode?

Pois bem! Talvez por desconhecer o antigo brocardo latino "lends picantis in ânus outrem refrigerantum est", um jovem casal, lá pras bandas da terra do Tio Sam, resolveu, literalmente, "apimentar a relação". Acostumado a utilizar um vibrador durante as relações sexuais, o casal do estado yankee de Maryland, tentando aumentar a potência do brinquedinho sexual, teve a "brilhante" idéia de acoplá-lo a uma serra elétrica. Tudo correu bem até que chegou a hora de "um usá-lo no outrem". Não deu em outra, a serra atravessou a parede do vibrador atingindo em cheio a área de lazer. A mulher foi socorrida no hospital Prince George sendo liberada no dia seguinte. O homem teve que prestar esclarecimentos à polícia, mas foi liberado porque o ato, melhor dizer a besteira, foi consensual, não se constituindo em crime segundo a legislação norte-americana e lei, todos sabem muito bem, pode ser dura, mas "sed Lex".

Pois bem colegas, enquanto isso, na ilha onde tremula a "Union Jack", o britânico Gary Bates, de 38 anos, resolveu publicar um anúncio oferecendo sua mulher à venda com os seguintes termos: "Esposa reclamona. Sem taxas, sem inspeção. Manutenção muito elevada".

Esquecendo-se de dois princípios básicos, primeiro: "A propaganda é a alma do negócio"; segundo: "Tem gosto para tudo neste mundo"; o dublê de anta e súdito de sua majestade declarou-se chocado pelo fato de ter recebido cerca de dez ligações de indivíduos interessados no anúncio, fazendo ofertas pelo produto e até perguntando: "Será que ela ainda está disponível?"

Se a moda pega, talvez o mercado de esposas venha a ser uma alternativa no combate a recessão econômica.

Enquanto as antas vivem entre tapas, beijos e serras elétricas, a aeromoça tcheca Edita Schidlerova resolveu atuar como atriz pornô nas suas horas vagas. Segundo a companhia aérea, e eu concordo, o que ela faz antes ou depois do trabalho é problema dela. Porém, depois que uma repórter norte-americana em noticiário ao vivo, sobre o cardápio da companhia aérea Northeast Airlines, confundiu amendoins (peanuts) com pênis e considerando-se que muitos europeus não têm o hábito de lavar as mãos, eu estou profundamente preocupado com o rango servido a bordo dos aviões. Imaginem que uma aeromoça te oferece um alimento cujo nome parece "pênis" e ainda por cima você não sabe em que ela estava segurando antes de embarcar? É bom ficar atento e, para aqueles que vão viajar para a Europa, Edita Schindlerova tem 22 aninhos e trabalha na companhia irlandesa Ryanair.

Colegas, não os saudei à semana passada porque, devido a realização de eleições suplementares em algumas cidades alagoanas, este pobre caeté estava trabalhando para edificar a democracia deste país, por isso, gostaria de desejar em dobro uma ótima semana, com muito sucesso no trabalho e muita harmonia em casa, a vocês e todas as suas famílias.

Saúde e paz,

Virgílio Agra.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Cardápio erótico


(Escrito em 01/03/2009)

Colegas de todos os paladares

Imaginem que vocês estejam voando para realizar aquelas férias dos sonhos, para fechar aquele negócio tão importante, ou mesmo em lua-de-mel e, de repente, a aeromoça ou aero moço chega até você e te oferece "pênis".

Imaginou?

Pois bem. Tal hipótese não aconteceu numa aeronave em pleno ar, mas num programa jornalístico da CNN que foi ao ar, lá pras bandas da terra do Tio Sam. A apresentadora Zain Verjee deu o maior vexame ao noticiar ao vivo o fato da Northwest Airlines ter voltado a servir amendoins aos seus passageiros. A gororoba servida pela companhia aérea foi motivo de reportagem em cadeia nacional pelo fato de incluir a distribuição de amendoins, alimento ao qual algumas pessoas apresentam alergia. Mas a reportagem saiu do campo da saúde pública para o campo do erotismo porque o termo "amendoins", que em inglês escreve-se "peanuts", tem uma pronúncia muito parecida com outro do idioma de Shakespeare que é a palavra "penis", cuja tradução para o português é a mesma coisa com um circunflexo a mais. O problema é que a anta, digo a repórter, simplesmente não percebeu a cacofonia e chegou a pronunciar duas vezes a tão simbólica palavra.

Fico só imaginando o frisson causado nos lares yankees, onde muitos puritanos devem ter desligado a televisão e colocado as crianças para dormir mais cedo, mas, segundo uma fonte fidedigna, eu soube que durante dois dias a companhia aérea recebeu vários telefonemas de pessoas querendo fazer reserva nos vôos que ofereciam tão inusitado produto.

Em tempo, gostaria de informar que:

- Cerca de 3 milhões de americanos são alérgicos a amendoins (peanuts) ou nozes;

- Cerca de 7 milhões de americanos são alérgicos a frutos do mar;

- Alergias a alimentos provocam cerca de 150 mortes por ano na terra do Tio Sam;

- Pedólogo é aquele que estuda os solos;

- Podólogo é aquele especialista em doenças dos pés;

- Pedófilo é um grande f.d.p.

- e Peidólogo é, segundo o caeté honorário Ivan Varella, aquele especialista em tudo aquilo que não cheira bem.

Falando em coisas que não cheiram bem, gostaria de deixar observado que a recente decisão da Justiça Eleitoral de cassar o mandato do Governador da Paraíba fez justiça eleitoral, mas criou um problema para o pacto federativo, visto que agora quem governa a Paraíba... é Maranhão.

Considerando-se o aniversário da Cidade Maravilhosa, gostaria de transmitir, com a licença do Cristo Redentor, saudações cariocas a todos e uma boa semana de trabalho.

Saúde e paz,

Virgílio Agra.

Nota: José Targino Maranhão, nascido na cidade de Araruna, governou a Paraíba por três vezes.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Qualquer semelhança dá cadeia

Canyon do Talhado. Foto Geyzon Robson

(Escrito em 16/02/2009)

Colegas de todas as profissões.

Lembro-me que certo dia, assistindo uma palestra de Ariano Suassuna, o mesmo dizia que no tempo dele as universidades davam três opções àqueles que nelas ingressavam: Direito, Engenharia e Medicina. Como ele não tinha estômago para ficar fuçando entranhas de lagartixas nem cabeça para viver fazendo contas, formou-se em Direito por simples falta de opção. Nos tempos de hoje a quantidade de opções são tantas que às vezes fica até difícil aos candidatos a uma vaga na Academia escolher uma delas.

Há alguns anos conheci um rapaz chamado Nonato. Natural do sertão alagoano, filho de uma família simples, Nonato estudou, entrou na universidade e formou-se em Agronomia. Na continuidade da sua carreira profissional o mesmo tornou-se professor da Universidade Federal de Alagoas e especialista em estudo dos solos.

Certo dia ele me levou para conhecer uma propriedade que possuía na região do canyon do Rio São Francisco, onde, posteriormente, tive oportunidade de acampar, pois além do local nos deleitar com uma paisagem belíssima, ainda proporcionava ótimos banhos nas águas serenas do Velho Chico, represadas pela barragem de Xingó.

Nonato contou-me que certa ocasião encontrou um amigo que há muitos anos não via. O tal amigo, ciente do seu sucesso profissional, contente com aquele encontro casual, não teve nenhuma cerimônia em expressar sua alegria. Bastante efusivo nos cumprimentos ao amigo, no entusiasmo do encontro, resolveu apresentá-lo a um grupo de pessoas que o acompanhava. O cara estava simplesmente eufórico, a trajetória profissional de Nonato, aliada a sua condição de professor universitário tornava-o uma figura ilustre aos olhos daquele velho amigo. O entusiasmo foi tanto que ele, voltando-se para aqueles que o acompanhavam, gritou:

- Pessoal! Queria apresentar para vocês o maior "pedófilo" do estado de Alagoas.

Não precisa dizer que naquele momento todas as atenções do mundo voltou-se para o coitado do Nonato, uns horrorizados, outros atônitos sem entender o que estava acontecendo enquanto ele, no meio de todos, tentava explicar que aquela designação não passava de um equívoco do seu entusiasmado amigo, da onça diga-se de passagem. Acontece que a ciência que estuda os solos é a PEDOLOGIA, logo ele era sim um PEDÓLOGO e não um PEDÓFILO, como afirmara o seu atrapalhado amigo.

Pois, pois, caros colegas. Desejo a todos uma ótima semana e muita prudência no uso das palavras, elas podem provocar muito mais do que um simples vexame.

Saúde, paz e um grande abraço a todos.
Virgílio Agra

domingo, 4 de dezembro de 2011

Fogão a gás


(Escrito em 09/02/2009)

Colegas de todos os níveis tecnológicos.

Imaginem vocês, se um dia aparecesse alguém anunciando que inventou um sistema no qual, o produto resultante da queima da gasolina nos motores dos automóveis poderia ser armazenado e usado novamente para abastecer outros veículos. Como poderia a gasolina queimar e depois queimar de novo? Qual seria a sua reação?

Imaginem agora como era a vida no sertão nordestino nos meados do século passado, numa época em que as viagens eram feitas a pé ou a cavalo, as cargas eram transportadas em carros de bois ou em tropas de burros e conduzidas por almocreves (tropeiros) por estradas que hoje seriam classificadas, nada mais nada menos, como simples trilhas. Nas poucas linhas férreas existentes, o transporte cabia às Marias-Fumaça alimentadas a lenha e água. Os produtos que chegavam de fora desse mundo à parte limitavam-se àqueles que não podiam ser produzidos na região, como tecidos finos, querosene, sal e alguns poucos mais. As pessoas viviam com aquilo que a terra podia produzir e na mesa das gentes da caatinga costumava-se dizer:

- A única coisa comprada na minha mesa é o sal.

Pois o feijão, a farinha e o milho; o leite, o queijo, a coalhada e a manteiga; a carne e os ovos; a macaxeira, a batata e o inhame; o café e a rapadura para adoçar eram todos produzidos no lugar. As famílias mais pobres cozinhavam num fogão de "trempe", onde três pedras grandes apoiavam uma panela de barro, deixando um espaço para colocar a lenha por baixo. Nas casas das famílias mais abastadas, onde, além das panelas de barro, havia as panelas de ferro ou de cobre, havia um fogão feito de barro onde, da lenha queimada, só sobravam cinzas e brasas.

Cozinhar num fogão de lenha pode ser muito romântico, mas não é nada fácil. A lenha precisa ser rachada para caber nas bocas dos fogões, na época do inverno a umidade e o frio tornam difícil a sua queima e, para completar, produzem muita fumaça que arde nos olhos e torna a cozinha um lugar bastante insalubre.

Manter o fogo acesso naquela época era um trabalho sem fim. Uma caixa de fósforos era artigo de luxo. Caso o fogo apagasse, alguém precisaria ir à casa de um vizinho para buscar brasas, às vezes caminhando longas distâncias. O mensageiro tinha que ir e voltar rápido, para que a comida pudesse ser preparada. Não é a toa que, até hoje, costuma-se dizer que um visitante que entrou e saiu rapidamente "veio buscar fogo".

Foi num cenário como este que por volta dos anos 50, talvez 60, lá para aquelas bandas, chegaram uns homens do governo dizendo que iriam ensinar ao povo um jeito de como a lenha poderia render mais, ocupar menos espaço e produzir menos fumaça. Eles estavam tratando da produção do carvão vegetal. Tratava-se então de um grande avanço tecnológico para a época e o lugar. Porém, quando explicaram que para produzir o carvão, a lenha deveria ser colocada em um forno onde em seguida seria ateado fogo, a descrença foi geral. A grande pergunta era:

- Como pode a lenha queimar e depois queimar de novo?

A experiência deu certo e, sob certos aspectos, houve uma melhora na qualidade de vida do homem do campo.

À semana passada, conversando com um colega de trabalho e também conterrâneo meu, o mesmo contou que um seu tio mora numa fazenda em pleno sertão alagoano usufruindo de energia elétrica, TV, telefonia celular e internet. Com certeza grandes conquistas tecnológicas do nosso tempo e todas acessíveis naquele lugar.

Naquela conversa com o colega veio à memória a imagem da minha avó. Vovó Lindalva nasceu no início do século passado. Apesar de ter tido os olhos ardidos na fumaça do fogão de lenha, pôde viver o bastante para ver televisão e conhecer uma série de avanços tecnológicos do final do século passado. Apesar dela afirmar com muita segurança que o mundo não alcançaria o ano 2000, pôde assistir a passagem do século e só partiu para outra dimensão três anos depois. Lembrei-me do tempo em que ela fazia uns bolinhos de milho fritos no óleo e depois polvilhados com açúcar e canela que a gente adorava e chamava de “Bololó”. Ela sempre reclamava dizendo que o nome certo não era aquele, mas ninguém levava a sério e todo mundo acabava comendo e rindo. Quando Vovô Gaspar era vivo e eles moravam na Fazenda Esperança, nos tempos de fartura do leite, eles faziam coalhada e juntavam nata para fazer manteiga batida à mão. Pronta a coalhada a mesma era cozida no fogão de carvão e em seguida mexida num tacho com a manteiga, produzindo então o chamado Queijo de Manteiga ou Queijo de Fogo, do qual eu tenho ótimas lembranças.

Certo dia, conversando com Vovó, falávamos sobre os avanços da medicina e as maravilhas da tecnologia humana como a televisão e o telefone; sobre as grandes obras de engenharia e até da chegada do homem à lua quando, de repente, ela disse com aquele jeito de avó, um jeito manso e sábio:

- É meu filho, Deus deu muita inteligência ao homem, mas para mim a coisa mais importante que o homem já inventou foi o fogão a gás.

É colegas, como já dizia o grande Einstein: "Tudo é relativo". Para quem vive na era do cyber espaço, notebook e vídeo conferência, o comentário de Vovó Lindalva pode soar como um absurdo, mas se nos colocarmos no seu lugar... Pensem bem! A coisa até que faz sentido.

Desejo a todos uma ótima semana, na qual possamos refletir sobre o valor de todas as dádivas que recebemos a cada dia, como a vida, a saúde, a família, os amigos, o trabalho... Aproveitando a oportunidade gostaria de repassar a toda a família caeté um abraço enviado por Nathalie Gazaneo, apesar dela ter dito que minhas histórias são de pescador... Sei não... Sei não...

Saúde e paz,

Virgílio Agra

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Gatos, gatas e gatunos



(Escrito em 02/02/2009)

Colegas amantes de todos os animais.

Os países ricos costumam se vangloriar do seu poder econômico, militar ou científico, no entanto se esquivam de comentar a pirataria biológica ou a cooptação de cientistas de países pobres que são levados para os seus centros de pesquisa para produzir os conhecimentos que lhes proporcionam este tão decantado poder. Não satisfeitos com a compra de mentes e com o tráfico de plantas e animais para suas pesquisas, de vez em quando aparece um engraçadinho que resolve roubar (a palavra certa é roubar) conceitos e marcas tradicionais de povos de países pobres, como o nosso por exemplo.

Há uns tempos atrás um sujeitinho resolveu patentear a palavra "cachaça", outro patenteou a palavra "rapadura" e teve outro moleque que resolveu patentear a palavra "cupuaçu". Não satisfeitos com tantos roubos de idéias, os japoneses resolveram “entrar na onda” e copiar uma antiga idéia brasileira, anunciando como "novidade" o lançamento dos "cat cafés".

Deixe-me explicar:

Trata-se de um estabelecimento onde, ao custo de aproximadamente R$23,00, os clientes da casa podem desfrutar da companhia de gatos, podendo acariciá-los e até tirar fotos com seus bichanos favoritos. Segundo a BBC, o Ja La La Café (o nome de La La, deve ser para ressaltar que o lugar é lá... lá... bem longe daqui) tem a disposição da sua clientela cerca de 12 gatos. Ainda segundo a BBC a maioria dos frequentadores da casa são homens solteiros. Faltou a BBC publicar que no Brasil, há muito tempo, os homens solteiros frequentam casas onde desfrutam da companhia de "gatas", podendo acariciá-las e até tirar fotos com suas "gatas" favoritas (algumas dessas fotos vão até parar na internet). Os japoneses se orgulham tanto da sua criatividade, mas estão longe de se comparar a criatividade brasileira que além dos estabelecimentos especializados em "gatas" também oferecem a opção da companhia com "piranhas" ou "galinhas", de acordo com o gosto do freguês. O brasileiro é tão imaginativo quando o assunto é o convívio com animais que o jogador Ronaldo, enjoado do convívio dos bichos, resolveu variar procurando "bichas". Imaginem o tamanho da "imaginação"...

Eu sei que muitos me acham exagerado. Minha sobrinha do coração Nathalie Gazaneo, caeté de nascimento, veio me dizer que: "Quem conta um conto, aumenta um ponto". Não quero contestá-la, mas, para aqueles que duvidam da falta de imaginação dos filhos da terra do sol nascente, segue agora outra notícia.

Segundo o portal G1, o fabricante japonês Sega Toys, aproveitando a idéia do personal trainer, inventou um fone de ouvido denominado de "Love Trainer". Segundo o fabricante, o aparelho que funciona com uma pilha, monitora os batimentos cardíacos do usuário, pode ser adaptado a um iPod, reproduz sons e músicas cientificamente testados, dá orientações sobre o ritmo a ser seguido na hora do "I love you" e sugere frases para serem ditas para criar o clima... Entende?

Imaginem só? Tá lá o japa, aceso que só o sol nascente, fone nos ouvidos, ligado no iPod, com a espada do samurai em punho, chega para a japinha e diz:

- Aí pode?

A namorada se vira e simplesmente diz:

- Não pode.

É numa hora dessas que bate o vento leste e o kamikaze fica só no "quase-come".

Imaginativo igual ao brasileiro não existe. Eis que lá pras bandas do Mato Grosso do Sul "Billy da Silva Rosa", um gato da família dos felinos que residia em Antônio João, um dos municípios mais pobres do estado, estava cadastrado no Programa Bolsa Família pelo seu próprio "pai", recebendo o auxílio de R$20,00 durante 7 meses. A imaginação do seu "pai" foi tamanha que, além de cadastrá-lo no Programa, baseando-se no princípio de que um gato tem 7 vidas, ainda conseguiu continuar recebendo o benefício após a sua morte. O consolo que nos fica é saber que o "pai gatuno" foi exonerado a bem do serviço público e irá responder processo judicial.

Caros colegas, ao mesmo tempo em que desejo a todos uma ótima de semana de trabalho, com muito bom humor, desejo também vida longa, para que no futuro possamos contar aos nossos netos a lenda de "Billy The Kid", lá da terra do Tio Sam, e a lenda de "Billy The Cat" e outras personagens da terra do Pantanal.

Saúde e paz,

Virgílio Agra.

sábado, 26 de novembro de 2011

O Princípio do Caratê



(Escrito em 25/01/2009)

Colegas de todos os estados civis.

Na semana que passada, o Estado de São Paulo noticiou que cientistas suecos fizeram uma importante descoberta sobre a influência da promiscuidade feminina e o tamanho dos espermatozóides. Calma, eu já explico.

Baseados em estudos de peixes de lagos africanos, os cientistas da Universidade de Uppsala descobriram que os machos, das espécies cujas fêmeas são promíscuas, desenvolvem espermatozóides maiores e mais rápidos do que aqueles de espécies cujas fêmeas são monogâmicas. Ou seja, os "galegos" (loiros) da terra do Papai Noel passaram um tempão medindo o tamanho dos espermatozóides dos peixes, cronometrando as suas velocidades, contrataram uma equipe de detetives para saber com quem as suas parceiras estavam saindo e depois cruzaram os dados, para chegarem à conclusão que a lei do mais forte também vale para os gametas... Sem comentários.

Enquanto isso a BBC noticiou que em terras britânicas, dois cientistas, pasmem, "descobriram" que homens mais ricos proporcionam mais prazer às mulheres durante as relações sexuais. Ou seja, quanto mais rico o homem, mais frequentemente sua parceira chega ao orgasmo. Baseados numa pesquisa sobre vida, saúde e família de mais de 5.000 pessoas da China, a "dupla de dois" cientistas afirma que esse resultado é fruto de uma "adaptação evolucionária" desenvolvida pelas mulheres na hora de escolher os seus respectivos parceiros.

Tenho todo respeito ao trabalho da dupla, mas acredito que suas conclusões não são necessariamente inéditas. Caso os súditos de Sua Majestade tivessem gozado umas pequenas férias nas praias mornas do nordeste brasileiro, muito provavelmente, teriam ouvido, tomando uma caipirinha e dançando um forró, que há muito tempo já se anunciava o que só agora eles descobriram. Fartamente divulgado em casas de show, automóveis com aparelhos de som ligados em níveis acima dos adequados à saúde auditiva humana e vendedores de CDs piratas, certo compositor de forró a tempos já havia afirmado que as mulheres escolhem os seus parceiros pelo "Princípio do Caratê":

O "cara ter" dinheiro, o "cara ter" carro, o "cara ter" fazenda, etc.

Por tratar-se de assunto polêmico declaro que não pretendo entrar no mérito das conclusões científicas, faço apenas uma pequena reflexão sobre o caráter "inédito" da pesquisa divulgada.

Ao mesmo tempo em que desejo a todos uma ótima semana, aproveito a oportunidade para desejar que "Deus salve a rainha" e a ilumine, para que os recursos científicos do reino se voltem para a pesquisa de males como a malária, esquistossomose e outras doenças que não são encontradas às margens do Tâmisa, mas infelizmente afligem milhões de pessoas de países pobres como o nosso.

Saúde e paz,

Virgílio Agra.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A marca do carro


(Escrito em 18/01/2009)

Colegas de todos os estilos ortográficos

Acho interessante, nos dias de hoje, o tempo gasto em discussões sobre a nova reforma ortográfica. O assunto é tratado como se fosse uma grande novidade, algo nunca visto, no entanto a língua, tanto falada quanto escrita, sofre tantas alterações ao longo da história que me faz pensar tratar-se de uma grande perda de tempo essa celeuma toda criada em torno deste movimento de unificação da língua portuguesa.

Se quisermos falar sobre as alterações da língua ao longo do tempo, não precisamos ir muito longe para encontrar bons exemplos de que isso ocorre constantemente. Basta prestarmos atenção aos "americanalhismos", inexistentes no nosso falar a 50 anos e tão presentes no nosso dia-a-dia de hoje, como é o caso do uso de termos como "shopping center", "pet shop", "fast food" e "ciber café".

Além das influências que recebemos das diversas línguas estrangeiras, acho muito interessante as alterações sofridas pelo idioma em certas áreas, como a saúde por exemplo. Nos tempos em que minha avó morreu de TUBERCULOSE, dizia-se que o doente morreu TÍSICO, mas hoje inventaram uma moda de dizer que "o paciente está com TB".

Ainda garoto, li um romance no qual um dos personagens estava doente de um CARCINOMA, tempos depois é que soube que aquele termo referia-se a um CÂNCER que hoje é tratado como CA. Alegam os técnicos da área que o uso desses códigos facilitam a comunicação e evitam a “exposição” dos pacientes perante a opinião pública. Sejamos razoáveis, eu sei que só o ato de pronunciar o termo CAR-CI-NO-MA já dá uma irritação na garganta, mas me permitam um só questionamento: Chamar CÂNCER de CA, por acaso, altera em alguma coisa os sintomas da doença ou o sofrimento do paciente? Um bom investimento em pesquisa com certeza fará um efeito muito melhor do que essa mudança estéril de nomenclatura.

Quando eu era adolescente o grande medo dos rapazes da época era "pegar" uma doença venérea. Havia uma boa variedade de doenças venéreas e a maioria delas tinha mais de um nome, como BLENORRAGIA que também era conhecida como GONORRÉIA e outras mais que eu até prefiro nem citar. Eu tenho que admitir que, havia uma variedade grande de nomes para uma mesma doença, mas na hora de unificar a terminologia não tem quem me convença que não houve exagero. Hoje, todas elas são chamadas simplesmente de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

Antigamente o sujeito sofria um DERRAME, hoje sofre um AVC. É tanta sigla que acho que vou ter que voltar para o ABC novamente, só para aprender os nomes dessas doenças todas.

Foi neste contexto de modernidade, em que o rol das doenças é composto por nomes que mais parece uma sopa de letras (lembram-se do campeonato alagoano?), que minha mãe, residente em terras baianas à beira do Velho Chico, estava conversando com uma amiga, ambas da "melhor idade" e, papo vai, papo vem, a conversa rolando solta sobre os mais diversos assuntos, até que minha mãe falando com sua interlocutora sobre uma amiga comum perguntou:

- Você ouviu dizer que "fulana" está com um CA?

E a outra sem saber que a saúde brasileira já havia sofrido a sua própria "Reforma Ortográfica" respondeu:

- E eu sei lá qual é o carro dela?

Também pudera, o que mais se vê hoje em dia são carros com nomes de KA, C3, C4, A1, L200. São nomes tão esquisitos que não é de se estranhar que a coitada tenha se confundido.

Colegas, neste momento em que desejo a todos uma boa semana, gostaria de agradecer a todos os caetés, honorários ou de nascimento, que felicitaram a mim e minha esposa pelo nosso aniversário de casamento e aproveitar a oportunidade para felicitar o caeté honorário Jerailton Viana que, lá das terras da cachoeira de Paulo Afonso, completou 3 anos de casado no mesmo dia 12 de janeiro. Um grande abraço a todos.

Saúde e paz,

Virgílio Agra.
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